Categoria: Autoconhecimento

AMAR-SER

Dia desses uma paciente me fez o seguinte questionamento: o que é amar à si? E como inicia esse processo de amor quando não se tem autoestima?

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Fiz uma breve reflexão com ela sobre o assunto mas aquela questão ficou “cozinhando” em minha mente. E como se não bastasse, no dia seguinte  em uma “ conversa de bar” com uma amiga, a mesma questão veio entre nossos discursos. Em um primeiro momento, para sanar aquela questão, fui em busca de artigos bem específicos sobre o assunto. Mais especificamente: AUTOESTIMA. E basicamente encontrei dois caminhos: o do comportamentalismo e alguns de autoajuda. Autoestima está intrinsicamente ligado ao reconhecimento. Seriam estados corporais associados com eventos ambientais, sociais ou físicos que o desencadeiam. Esse estado corporal ou reconhecimento poderá vir de terceiros ou a própria pessoa valoriza-se perante as situações (todavia, há de se aprender a valorizar-se). Então depois de algumas leituras novos insights dominaram meus pensamentos.

Amar-se é exercer a liberdade para produzir o que é bom para si, é promover o que é lhe faz bem simplesmente porque SE AMA. É a autogeração do bem-estar e do reconhecimento. Para isso, precisamos nos conhecer. Precisamos saber o que gostamos, quem nós somos, quem nós ESTAMOS e o que sentimos. É um amor genuíno para tudo que nos cerca.

– Você ama o que seus olhos vêem? Perceba se você presta atenção no que lhe faz bem, se você desprende energia para coisa que lhe trarão satisfação.

-Você ama o que seus ouvidos escutam? Que programas você anda assistindo, que músicas embalam seus dias, que pessoas lhe dão conselhos ou simplesmente dialogam com você diariamente? Você anda escutando seu corpo…seus pensamentos?

-Você ama o que entra pela sua boca? Os alimentos que consome lhe trazem bem estar? Você não precisa ser a musa ou muso fitness, mas ter a mínima percepção que alimentos podem dizer muito a seu respeito, inclusive sobre seu corpo e comportamento. Você ama o que sai da sua boca? Quais palavras andam saindo da sua boca? Palavras de gratidão, respeito e consideração? Palavras que inspiram e motivam. E não é somente naquela hora que você coloca sua opnião ‘sincera’ nas redes sócias, mas na mesa com seus familiares, no trabalho, na roda de conversa com amigos.

-Você ama os cheiros que lhe cercam? Com que frequência você sente o frescor da brisa do mar, ou apreciou o cheiro de grama molhada, uma essência diferente ou aquele lugar que tem um cheiro que somente você reconhece?

-Você ama o que você está tocando, sentindo? Ou melhor, você toca de fato alguém? Sabe o valor de um bom abraço, um bom carinho? Permite-se sujar, molhar, sentir o quente o frio, o áspero e o liso…permite-se diferentes sensações?

Amar à si é se reconhecer no outro, é praticar o amor nas pequenas coisas, é saber agradecer todas as lições da vida sejam elas boas ou ruins, é confiar, é saborear, é criar e recriar, é orgulhar-se de TUDO o que você produz (sentimentos, sensações, relações, afetos), é expansão enfim é um eterno AMAR SER!

Muito amor nesse mês que se inicia e nas novas possibilidades que se formam a cada instante para todos vocês.

AMA-SE.

Com amor e afeto,

Rê!

Categoria: Autoconhecimento

SOMOS TODOS DESIGUAIS

Olá pessoal. Hoje quero trazer um tema muito especial para vocês refletirem: IGUALDADE. Vou iniciar nossa reflexão trazendo a definição de igualdade encontrada na internet:

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Imagem: Tarsila do Amaral – Operários

Igualdade é a inexistência de desvios ou incongruências sob determinado ponto de vista, entre dois ou mais elementos comparados, sejam objetos, indivíduos, ideias, conceitos ou quaisquer coisas que permitam que seja feita uma comparação. (WIKIPÉDIA)

Olho para essa definição e inevitavelmente começam minhas alergias (rs). O termo igualdade é usado de forma tão incorreta pela sociedade que me dá arrepios. Talvez (e mesmo assim, TALVEZ!) em uma comunidade onde as pessoas não sintam, não aprendam e não sejam HUMANAS essa definição possa ser aplicada. Sinto lhes informar, mas somos TODOS desiguais. Sentimos de formas distintas, amamos de formas distintas, vemos o mundo de formas tão diferentes quanto nosso belo DNA. Carregamos conosco algo que ainda a ciência não explica mas vemos claramente nas artes, no modo como nos expressamos: a nossa ESSÊNCIA. Sempre (eu disse: SEMPRE!) existirão mais de um ponto de vista de uma mesma situação. Basta somente terem duas pessoas. Esse tema é tão complexo que poderia ficar HORAS falando disso com vocês.

Mas quero passar a mensagem que devemos ver o outro diferente SIM. E aí está o exercício mais belo dessa vida: ACEITAR. Aceitar o que o outro tem a oferecer, o que o outro deseja ser e o que o outro carrega dentro de si. E junto com a aceitação nascerá a verdadeira JUSTIÇA. Pois só saberemos ser justos quando aceitarmos nossas diferenças. E quando isso acontecer seremos todos ORIGINAIS. E sabe qual será a consequência disso tudo? Não, não será o caos…mas o exercício pleno da LIBERDADE. Escutamos pelos quatros cantos que devemos tratar o outro com igualdade, que somos todos iguais e a famosa inclusão de alunos “especais” nas escolas. Para início de conversa, e para conhecimento de todos: SOMOS TODOS ESPECIAIS. E só conseguiremos ser especiais se formos originais, se não for preciso agir para suprir a expectativas do outro, se de fato aceitarmos que somos diferentes. Há tanta beleza no diferente que o mundo seria muito mais colorido, muito mais interessante e justo se não houvessem rótulos, se não houvessem padrões, se não houvessem julgamentos. Aceitar o diferente é viver em liberdade plena e verdadeira. E isso começa dentro de suas casas: com seus pais, seus filhos e seus irmãos. Agora finalizo com uma pergunta: o quanto vocês estão sendo originais?

Pensem a respeito =)

Com carinho e afeto,

RÊ!

 

Categoria: Autoconhecimento

Você está realmente feliz ou somente muito confortável?

Olá pessoal. Meu nome é Renate Dietzold e estou aqui a convite da Anna (minha amiga de longa data!) para fazer parte dessa equipe competente e queridíssima formada pelo Lilly’s Trend’s. Minha formação (e minha paixão!) é Psicologia. E virei aqui quinzenalmente para conversarmos sobre assuntos diversos, mas que possam trazer reflexão e boas escolhas para a vida de vocês.


Acredito muito no caminho do autoconhecimento, que reforça nossa fé em si (sem conotação religiosa!) que consequentemente nos levam a tomar boas escolhas na vida. Partindo do princípio que não somos seres rotulados e pré-determinados, passamos a acreditar no poder das escolhas e no eterno movimento de transformação da vida. Existe uma frase que levarei comigo até os últimos dias de minha vida, “SOMOS SERES INACABADOS!”. E de fato somos! Ao longo dos dias, da semana, e da vida acumulamos experiências, sentimentos, relações e escolhas. Essas vivências irão se somar na nossa biblioteca emocional e a partir de todas essas experiências vamos nos reconstruindo e nos refazendo para novas escolhas e assim continuar nossa jornada.

Assumir a responsabilidade de suas escolhas diariamente é trazer maturidade e leveza à vida. Sair da zona de conforto é um ato de coragem, mas muito sábio. Diz um ditado: “ A zona de conforto é linda, mas não nasce nada ali dentro! ” Ficamos em uma redoma confortável de sentimentos, onde não existe o medo e nem a ansiedade. Mas deixa eu contar uma coisa para vocês: o medo e a angustia se bem dosados e bem entendidos são muito saudáveis para a evolução pessoal. Sentir uma pitada de angústia perante um novo projeto, uma viajem, uma reunião, uma prova é extremamente saudável. Ainda mais se está acompanhada da auto confiança e aceitação.

Bom, está aí outra palavra que é preciso carregar sempre na nossa biblioteca emocional: ACEITAÇÃO. Podemos dar o nosso melhor, podemos nos preparar como nunca e mesmo assim não “funcionar”. Aceitar o que o outro tem a oferecer limita nossas expectativas (irei falar sobre relacionamentos em breve! 🙂 e aceitar o que pode acontecer é acreditar que sempre existirão novas escolhas tão boas quanto aquelas que acreditávamos ser a melhor. E gente, momentos adversos por mais que algumas vezes sejam dolorosos, eles nos fortalecem. E nenhuma tristeza é tão profunda que não terá fim. Já dizia meu amado Chico Buarque “Você que inventou a tristeza, tenha a finesa de desinventar. ” Ou seja, está em nossas mãos a possibilidade de refazermos o caminho e ajeitarmos a direção das velas.

E depois de conversarmos sobre tudo isso pergunto à vocês: vocês estão realmente felizes ou somente muito confortáveis? Não, não existe a fórmula para felicidade, mesmo porque ela é tão subjetiva quanto seu DNA. Mas eu pergunto quantas vezes no dia, na semana ou no mês vocês andam sentindo aquele frio na barriga, aquela ansiedade gostosa, aquele medo que enriquece a alma? E para cada borboleta no estômago uma nova flor floresce em nossas vidas. Uma nova possibilidade se mostra. Sentir-se confortável está longe de ser a zona de conforto em si. Sentir-se confortável está muito mais ligado à autoconfiança e fé em si do que estar inerte às mudanças da vida. Pense nisso =)

Nos vemos daqui uns dias e espero que tenham gostado pessoal.

Beijos e muitas boas escolhas para todos vocês.