Categoria: Cultura Pop

Dicas de Livros de Moda

Hello amores!

Andei pesquisando para saber quais são os livros de moda essenciais para quem “coleciona” assim como eu, além de serem ótimos para aumentar meu conhecimento sobre estilistas, história da moda, tendências e várias coisa que envolvem o mundo fashion.

Oscar de La Renta

Romântico chic, ele foi protagonista dos tapetes vermelhos. Conquistou o guarda-roupa de primeiras-damas, atrizes e celebridades, como Audrey Hepburn, Jacqueline Kennedy, Hillary Clinton, Sarah Jessica Parker, Rihanna e Penélope Cruz.

A primeira retrospectiva da vida e dos 50 anos de carreira de Oscar de La Renta (1932-2014) engrandece o De Young Museum, de São Francisco, nos Estados Unidos, até 30 de maio, com mais de 120 produções do estilista. De quebra, o catálogo da exposição coroa a homenagem: em 280 páginas, o livro é, nas palavras dos editores, um “levantamento histórico” dos trabalhos ilustres de Oscar.

Além de reunir as peças expostas em São Francisco, as páginas trazem desenhos, fotos de bastidores das passarelas, ensaios para revistas de moda e muita informação em textos que revelam traços da vida pessoal e profissional do designer, sua relação com a arte, a fotografia e a imagem da mulher moderna. É para cair de amores.




Oscar de La Renta, Prestel Publishing, R$ 240.

John Galliano

Entre altos e baixos, a carreira de John Galliano nunca decepciona quando o assunto é excentricidade. O espectro de estranheza e fantasia que envolve o trabalho do britânico sai das passarelas para as páginas ilustradas do novo livro de David Foy – autor com clara preferência por figuras polêmicas, como Lady Gaga e Madonna, sobre quem organizou livros de fotos com a trajetória das divas.

Do primeiro desfile, na prestigiada Saint Martins College of Art and Design, em Londres, às passagens pelas grifes Givenchy e Dior, a publica- ção relembra momentos icônicos e controversos, como as coleções Americana Meets Orient, no outono/inverno de 1997, e Haute Homeless, na primavera/ verão de 2000.

O livro é certeiro ao descrever o legado do estilista: “Galliano será lembrado como um gênio criativo imperfeito, mas humano”.

 


Galliano: Fashion’s Enfant Terrible
, Unicorn Press, R$ 88.

Issey Miyake

A sensibilidade do estilista japonês Issey Miyake captou que doses certas de tecnologia e tradição o levariam ao rompimento de paradigmas. “Quero ir para a frente, quebrar os moldes”, disse em entrevista ao jornal Te New York Times em 1983.

E assim foi: suas criações, quase poéticas, atingiram o equilíbrio entre praticidade e sofisticação – como os então inovadores plissados, que introduziu na década de 1980, com a coleção Pleats Please. Um pouco mais dessa história (e toda a linha do tempo da carreira do designer) está no livro Issey Miyake, catálogo da exposição homônima em cartaz até junho no museu The National Art Center, de Tóquio.

A publicação, da editora britânica Taschen, também traz o olhar do fotógrafo Yuriko Takagi sobre as inven- ções de Miyake, em um ensaio impressionante, que capta a essência do estilista japonês: aproximar o dia a dia do inimaginável.

Issey Miyake, Taschen, R$ 250.

Boa leitura!

Beijos
Anna

Categoria: Cultura Pop

“O Segredo do Meu Marido” e tudo que você guarda a sete chaves

Pense rápido: você tem algum segredo que NINGUÉM pode saber!? É tipo mega chocante? Pois é, todo mundo tem segredos. Você tem, eu tenho, seu vizinho provavelmente vão ter. São confidências pequenas, bobas, grandes ou pecaminosas. Esse seria o mistério das pessoas.

Desvendar o segredo de cada um. São informações sigilosas que nem todos devem ter conhecimento. Entretanto, até onde você iria, ou o que faria, para proteger quem ama? Seus familiares, por exemplo. Você guardaria um segredo para o bem de todos? Essa é a trama que se desenrola nas páginas de O Segredo do Meu Marido, da australiana Liane Moriarty.

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“Até então, ela e Rob tinham mantido uma boa relação, mas era como aquele horrível chocolate de alfarroba. Assim que se experimentava, percebia-se que era apenas uma imitação triste e errada.”

Juro que achei que seria mais uma livro Chick Lit qualquer, uma história água com açúcar com aqueles problemas-típicos-do-cotidiano. Porém, me enganei completamente! O Segredo do Meu Marido é mais complexo do que você possa imaginar.

Na história conhecemos paralelamente a vida de três mulheres diferentes, mas que com o desenrolar dos fatos todas começam a ser fundamentais nas vidas umas das outras. Primeiro temos Cecilia Fitzpatrick, uma dona de casa que vive tranquilamente, mãe de três meninas e esposa de John-Paul. Ela é conhecida por toda cidade por ter um negócio super bem sucedido de Tuppeware.

A família de Cecília é o exemplo de perfeição na vizinhança. Mas um belo dia ela encontra no sótão de casa uma carta escrita pelo marido. No envelope está escrito: “Para minha esposa Cecilia Fitzpatrick. Para ser aberta apenas na ocasião da minha morte.” É ali, numa folha de papel que está o segredo que pode mudar completamente o rumo de sua vida. Após algumas desconfianças ela resolve abrir a misteriosa carta e fazer com que seu mundo perfeito desmorone.

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Outra personagem é Tess O’Leary, casada com Will e mãe do pequeno Liam. Ela é gerente de uma empresa de marketing e também sócia do marido e da prima, Felicity. Nesse caso Tess é pega de surpresa quando descobre o romance “adolescente” entre a prima e Will. Ao saber da traição ela volta para sua cidade natal com o filho na casa da mãe, a simpática senhora Lucy.

“- Vocês sabiam que algumas pessoas queriam que o Muro de Berlim não caísse nunca? – perguntou Esther. – Não é estranho? Por que alguém iria querer ficar preso atrás de um muro?”

Ainda somos apresentados a figura mais sofrida dessa história, Rachel Crowley. Viúva, ela trabalha como secretária em uma escola há anos. Porém, sua vida nunca mais foi a mesma desde que perdeu tragicamente sua filha de apenas 17 anos, Janie, assassinada em 1984. Apenas uma pessoa faz Rachel sorrir, seu neto Jacob. Mas nem tudo são flores e logo ele e seu pai, Rob Crowley, devem se mudar para outro continente.

A vida dessas mulheres nunca mais será a mesma. De um dia pro outro cada uma fará parte da história da outra com conselhos, uma mão amiga, um ombro para chorar.

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“Era isso o que precisava ser feito. Era assim que se convivia com um segredo terrível. Apenas seguia-se em frente. Fingia-se que estava tudo bem. Ignorava-se a dor profunda, o embrulho no estômago. De algum modo, era preciso anestesiar a si mesmo de forma que nada parecesse tão ruim assim, mas tampouco parecesse bom.”

Tudo gira em torno dos segredos de todos os personagens. Uns mais fortes do que os outros, legais e ilegais, fantasias, desejos e prazeres. Cada figura presente na história tem algo guardado pra si. Isso é claramente exposto pela autora através do uso do uso itálico em alguns pensamentos. É incrível como Moriarty tem o dom de unir diálogos com os pensamentos e tudo ocorre sem tropeços, flui super bem.

História surpreendente! Essa palavra define toda minha emoção ao virar cada página: SURPRESA. A autora soube direitinho como levar os leitores até o fim, mesmo tendo revelado o segredo logo no meio da narrativa. Uma história da vida real, com personagens extremamente vivos. Em alguns momentos eu tinha a impressão de estar lendo sobre alguma vizinha de tão próximo que eu me sentia de cada uma das mulheres.

O segredo é apenas um detalhe em um turbilhão de emoções e informações. O final é arrebatador, sério! Alguns pontos ficaram sem respostas, mas a autora deixou claro no epílogo algumas considerações importantes. Gente, que incrível!

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“- Acho que teremos meninos – Disse Mary. – E eles serão melhores amigos. – É mais provável que queiram se matar. – Rebateu Lucy.”

Uma leitura incrível que todos vão gostar.

Uma boa dica também para presentear alguém no Natal! 🙂
Bjs, Diego.

O Segredo do Meu Marido, de Liane Moriarty
(The husbasd’s secret, 2013)
Tradução de Rachel Agavino, 2014
368 páginas
ISBN: 9788580574791
Editora Intrínseca

Categoria: Cultura Pop

Sejamos Todos Feministas!

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Não tenho como começar essa resenha sem definir esse livro em apenas uma palavra: incrível. Parando para pensar e raciocinando cada palavra, costurando todas as pontas é possível ter uma ideia até pretenciosa com um mundo sem diferenças de gêneros.

Parece assunto do passado, né? Sua professora de história contando que as mulheres ficavam em casa e “serviam apenas” para cuidar do lar e para procriar. Mulheres não trabalham e não geram renda. Mulheres não devem ser valorizadas como homens. Tão antigo, mas tão novo. Tão real e tão perto da gente. Uma realidade escrita nos livros e vivida diariamente pela sociedade. Mas, Diego, as coisas estão mudando. Sim, estão. Num ritmo lento, cheio de pedras no caminho e com opiniões diversas.

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“Perdemos muito tempo ensinando as meninas a se preocupar com o que os meninos pensam delas.”

 

Ler “Sejamos Todos Feministas“, de Chimamanda Ngozi Adichie, faz a cabeça explodir. Uma pane no sistema! Pra começo de conversa esse texto foi integralmente extraído da palestra TED que a autora concedeu e falou sobre feminismo. Esse foi meu primeiro contato com Chimamanda e com o tema nos livros. Confesso que quero ler todas as obras dela hoje mesmo.

 

“Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.”

 

Na quote acima temos a definição encontrada no dicionário de Chimamanda quando ela é chamada pela primeira vez de feminista. E sim, ela percebeu que era feminista. O mais interessante disso tudo é a explicação doce e delicada de Adichie. Ela usa como exemplo durante a narrativa seus amigos e familiares, e claro, sua própria história. Suas lutas e desafios diários por um mundo igual.

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Chimamanda dá uma aula sobre igualdade entre os sexos. Homens ainda ganham salários mais altos que as mulheres na mesma função. E eu me pergunto como isso ainda pode existir? Assim como ela diz, no mundo não são os mais fortes que vencem, mas sim os mais inteligentes, criativos e inovadores, ou seja, não há motivos para desigualdade. Mas ainda existe. E existe de uma forma tão chata, podre e mesquinha.

Eu sou sim a favor do feminismo e das causas feministas. Não vou entrar aqui em detalhes. Sei o básico e por isso defendo. Algumas questões ainda não rasas na minha mente e preciso de mais tempo para entender. Tenho certeza que temos muito no que evoluir quando o assunto é gênero.

 

“Nós evoluímos. Mas nossas ideias de gênero ainda deixam a desejar.”

 

Deixo com vocês a palestra dessa SUPER MULHER no TED 😉

Um beijo, Diego 🙂